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Política POLÍTICA

PSDB faz prévias com desafio de se recompor e ganhar relevância na terceira via

A votação deve se estender das 8h às 17h, com o resultado previsto para as 20h

27/11/2021 às 11h51 Atualizada em 27/11/2021 às 12h07
Por: Jornalista Adilson Oliveira Fonte: FOLHAPRESS
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PSDB que chega fraturado às prévias para a escolha de seu candidato à Presidência neste sábado (27) terá o desafio de se mostrar uma peça relevante na chamada terceira via, seja João Doria (SP) ou Eduardo Leite (RS) o vencedor do processo iniciado -e pausado- no domingo (21).

Se, antes dos problemas no aplicativo de votação, tucanos se mostravam convictos da importância do partido para as definições de outras peças do jogo eleitoral, a semana mostrou que a relação de dependência é frágil, com atores se movimentando alheios ao quiproquó da sigla.

A retomada da eleição interna neste sábado, com a expectativa de consolidação do resultado, foi anunciada na véspera, depois de uma semana de aprofundamento das divisões e de busca por uma nova ferramenta de votação -há a suspeita de que o app anterior tenha sido hackeado. 

A votação deve se estender das 8h às 17h, com o resultado previsto para as 20h.

Na primeira hora de votação, usuários de iPhone e Apple tiveram dificuldade de votar usando o navegador Safari. 

O partido, em rede social, soltou recomendação para que eles usassem outro navegador, como o Google Chrome. Segundo o PSDB, o problema já foi resolvido e já é possível votar usando Safari.

O partido também divulgou balanço da primeira hora e informou que 2.704 filiados haviam votado no período.

Doria, Leite e o terceiro concorrente, Arthur Virgílio (AM), que não tem chance de vencer, saem chamuscados e com a missão de unir o partido aos setores que tentam neutralizar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido, a caminho do PL) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Embora a cúpula do PSDB resista às previsões de derrocada, forças que também se articulam para enfrentar os dois favoritos pintam um quadro distante do passado de glórias que tucanos evocam.

Mesmo após a desorganização das prévias, persiste o discurso de que a legenda é um polo de aglutinação, terá a cabeça de chapa e despontará como a candidatura mais competitiva.

Já dirigentes de outras siglas veem o PSDB como parte importante do jogo da centro-direita, mas não necessariamente um protagonista. 

Afirmam que o partido já foi líder da centro-direita nos últimos cinco pleitos, tendo perdido todos. Para obter apoio, lembram, é preciso estar disposto a apoiar.

A realidade após o fiasco da votação de domingo jogou por terra a propalada versão de que demais atores esperariam a decisão do PSDB. 

A começar pelo ex-juiz Sergio Moro (Podemos), figura hoje envolta em certa euforia entre uma parte dos que trabalham por uma opção a Bolsonaro e Lula.

Assessores ligados ao ex-magistrado dizem que a pendenga tucana passou longe das preocupações nos últimos dias, período em que ele colheu frutos de sua filiação, ampliou a agenda de pré-candidato e viu ingressar no Podemos o aliado Santos Cruz, general também ex-ministro de Bolsonaro.

O entorno de Moro diz que a prioridade é consolidar o projeto do ex-juiz, embora não esteja descartada uma aproximação futura com o PSDB em eventuais composições da tumultuada terceira via.

Mesmo Bolsonaro, que chegou a ser aconselhado a esperar a conclusão das prévias para dar um desfecho à novela de sua filiação partidária, avançou em direção a uma decisão independentemente do imbróglio no tucanato e, pela segunda vez, anunciou que entrará no PL.

O impasse se dava em razão do compromisso firmado pelo partido de Valdemar Costa Neto de endossar em São Paulo a campanha de Rodrigo Garcia (PSDB), o que desagrada ao titular do Planalto. 

Diante do aceno do PL de que poderá abortar o apoio, a filiação foi marcada para terça-feira (30).

O presidente, que se move na intenção de fustigar os planos de Doria de chegar ao Planalto e fazer seu sucessor no estado, ainda usou o fiasco provocado pelas falhas no aplicativo de votação para alfinetar os rivais do PSDB. 

"É o tal do voto eletrônico, aí", ironizou na segunda-feira (22).

Em outra frente, dois nomes que povoam a terceira via tampouco aguardaram uma solução do enrosco tucano para andarem algumas casas no tabuleiro.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), discursou em tom de pré-candidato em um evento da legenda presidida pelo ex-ministro Gilberto Kassab na quarta-feira (24) e, em entrevista exibida no mesmo dia pela GloboNews, disse se incluir no rol de presidenciáveis para 2022.

"O PSD tem uma decisão já tomada há muito tempo de ter candidatura própria", diz Kassab. "Queremos ir até o fim. Desejo sorte aos candidatos, quaisquer que sejam. É natural que cada partido tenha sua candidatura própria. O eleitor vai definir o que quer."

A senadora Simone Tebet (MDB-MS) também terminou a semana com a pré-candidatura confirmada por seu partido, criando mais um fato político enquanto o PSDB prosseguia no bate-cabeça.

O presidente do MDB, Baleia Rossi, diz que Simone "vai crescer pelas qualidades que ela tem" e frisa o fato de ela ser até aqui a única mulher no páreo. 

"Ela demonstrou, na CPI da Covid, ter coragem e preparo, ter espírito público. Em abril, ela estará na frente dos demais candidatos e vai encabeçar a disputa."

Placas tectônicas se moveram ainda no DEM, partido que tem Luiz Henrique Mandetta (MS) como pré-candidato e se fundirá ao PSL para criar a União Brasil. 

Com alas do PSL pregando apoio a Moro, circulou na quinta-feira (25) a hipótese de desistência de Mandetta, que foi a público negar a informação.

No Novo, que trabalha a pré-candidatura de Luiz Felipe d'Ávila (um ex-tucano, por sinal) e defende o afunilamento das candidaturas, a avaliação é a de que o PSDB terá um papel nessas discussões, mas a envergadura da sigla no cenário eleitoral ainda é incerta.

A realidade após o fiasco da votação de domingo jogou por terra a propalada versão de que demais atores esperariam a decisão do PSDB. 

A começar pelo ex-juiz Sergio Moro (Podemos), figura hoje envolta em certa euforia entre uma parte dos que trabalham por uma opção a Bolsonaro e Lula.

Assessores ligados ao ex-magistrado dizem que a pendenga tucana passou longe das preocupações nos últimos dias, período em que ele colheu frutos de sua filiação, ampliou a agenda de pré-candidato e viu ingressar no Podemos o aliado Santos Cruz, general também ex-ministro de Bolsonaro.

O entorno de Moro diz que a prioridade é consolidar o projeto do ex-juiz, embora não esteja descartada uma aproximação futura com o PSDB em eventuais composições da tumultuada terceira via.

Mesmo Bolsonaro, que chegou a ser aconselhado a esperar a conclusão das prévias para dar um desfecho à novela de sua filiação partidária, avançou em direção a uma decisão independentemente do imbróglio no tucanato e, pela segunda vez, anunciou que entrará no PL.

O impasse se dava em razão do compromisso firmado pelo partido de Valdemar Costa Neto de endossar em São Paulo a campanha de Rodrigo Garcia (PSDB), o que desagrada ao titular do Planalto. 

Diante do aceno do PL de que poderá abortar o apoio, a filiação foi marcada para terça-feira (30).

O presidente, que se move na intenção de fustigar os planos de Doria de chegar ao Planalto e fazer seu sucessor no estado, ainda usou o fiasco provocado pelas falhas no aplicativo de votação para alfinetar os rivais do PSDB. 

"É o tal do voto eletrônico, aí", ironizou na segunda-feira (22).

Em outra frente, dois nomes que povoam a terceira via tampouco aguardaram uma solução do enrosco tucano para andarem algumas casas no tabuleiro.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), discursou em tom de pré-candidato em um evento da legenda presidida pelo ex-ministro Gilberto Kassab na quarta-feira (24) e, em entrevista exibida no mesmo dia pela GloboNews, disse se incluir no rol de presidenciáveis para 2022.

"O PSD tem uma decisão já tomada há muito tempo de ter candidatura própria", diz Kassab. "Queremos ir até o fim. Desejo sorte aos candidatos, quaisquer que sejam. É natural que cada partido tenha sua candidatura própria. O eleitor vai definir o que quer."

A senadora Simone Tebet (MDB-MS) também terminou a semana com a pré-candidatura confirmada por seu partido, criando mais um fato político enquanto o PSDB prosseguia no bate-cabeça.

O presidente do MDB, Baleia Rossi, diz que Simone "vai crescer pelas qualidades que ela tem" e frisa o fato de ela ser até aqui a única mulher no páreo. "Ela demonstrou, na CPI da Covid, ter coragem e preparo, ter espírito público. Em abril, ela estará na frente dos demais candidatos e vai encabeçar a disputa."

Placas tectônicas se moveram ainda no DEM, partido que tem Luiz Henrique Mandetta (MS) como pré-candidato e se fundirá ao PSL para criar a União Brasil. 

Com alas do PSL pregando apoio a Moro, circulou na quinta-feira (25) a hipótese de desistência de Mandetta, que foi a público negar a informação.

No Novo, que trabalha a pré-candidatura de Luiz Felipe d'Ávila (um ex-tucano, por sinal) e defende o afunilamento das candidaturas, a avaliação é a de que o PSDB terá um papel nessas discussões, mas a envergadura da sigla no cenário eleitoral ainda é incerta.

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