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Polícia FRONTEIRA

Operações tentam desbancar criminosos que agem na fronteira e encontram R$ 1,2 milhão

Diferentes empresas eram usadas para fazer o dinheiro do crime transformar-se em lícito

24/11/2021 às 18h03
Por: Jornalista Adilson Oliveira Fonte: Correio do Estado
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Operações tentam desbancar criminosos que agem na fronteira e encontram R$ 1,2 milhão - Divulgação - PF
Operações tentam desbancar criminosos que agem na fronteira e encontram R$ 1,2 milhão - Divulgação - PF

A

fiscalização na região de fronteira do Brasil com a Bolívia, na região de Corumbá, resultou nesta quarta-feira (24) em duas operações que tiveram repercussão em duas cidades de Mato Grosso do Sul e outros municípios em quatro estados. 

Os alvos são traficantes de maconha e cocaína e tentavam usar a região tanto para atravessar drogas, como para tratar de negócios ilegais. Só em dinheiros, a PF e a Receita Federal encontraram aproximadamente R$ 1,2 milhão (em reais e dólares).

Em um dos casos, a Polícia Federal tentou capturar um investigado de chefiar quadrilha que utiliza aeronaves para o tráfico de cocaína, em 2019. 

Ele conseguiu escapar na época, mas os policiais apreenderam documentos de contabilidade e outros objetos que ajudaram no inquérito. 

A outra investigação envolveu a base da Receita Federal no Posto Esdras, que fica entre Corumbá e Puerto Quijarro.

Nesse segundo caso, a Receita conseguiu identificar que os criminosos mantinham um esquema muito complexo de empresas para lavagem de dinheiro e transformação de recursos ilícitos em lícitos, envolvendo principalmente o tráfico de maconha.

Mesmo que essas ações das autoridades na região de fronteira aconteceram de forma separada, os inquéritos identificaram que os criminosos agiam em conjunto para os dois tipos de tráfico de drogas. 

Depois da reunião de diferentes provas, a delegacia da Polícia Federal em Corumbá conseguiu na Justiça Federal da Capital do Pantanal e de Campo Grande 23 mandados de busca e apreensão e prisão para serem cumpridos todos ao mesmo tempo, nesta quarta-feira (24), em seis cidades.

Na Operação Canis, os alvos foram pessoas localizadas em Campo Grande, Dourados, Atibaia (SP), Bento Gonçalves (RS) e Foz do Iguaçu (PR). 

Ao todo, 4 mandados de prisão foram expedidos e outros 10 de busca e apreensão. 

Os policiais federais também buscaram sequestrar duas aeronaves que possivelmente eram utilizadas para o tráfico transnacional de cocaína. 

O chefe da organização criminosa foi identificado como Chacal, porém sua identidade não foi divulgada. “As investigações tiveram início com a abordagem e fuga do líder da organização criminosa no posto de imigração fronteiriço entre Corumbá e a Bolívia. Foi encontrada em sua posse uma extensa contabilidade criminosa, dez aparelhos celulares e documento falso que, após análises, demonstraram o envolvimento do líder da organização criminosa com o tráfico internacional de cocaína através de aeronaves”, detalhou a PF, em nota.

Depois dessa identificação de documentos, os policiais federais chegaram a apreender uma aeronave em fevereiro de 2019 com quase meio quilo de cocaína.

Membros dessa organização criminosa encabeçada por Chacal tinham ligação com outro grupo, com atuação no tráfico internacional de maconha. 

Com trabalho da Receita Federal, foi possível identificar que os criminosos usavam diferentes empresas para fazer o dinheiro do crime transformar-se em lícito. 

O grupo chegou a criar dois núcleos de atuação, sendo um para o tráfico e o outro para ocultação de bens.

“Ressalta-se que diversas pessoas físicas e jurídicas participaram de transações bancárias incompatíveis com as informações prestadas ao fisco, sendo recorrente o recebimento de depósitos fracionados ou sem identificação dos responsáveis pelas transferências”, explicou a unidade da Receita Federal em Corumbá. 

Os desdobramentos dessa investigação resultaram na deflagração da Operação Urano. Os alvos dela foram buscados em Campo Grande e Goiânia e entre eles estavam 6 empresas vinculadas à organização criminosa. 

Os 10 mandados de busca e apreensão e 1 de prisão ainda contribuíram para o sequestro de 31 veículos, 3 imóveis e ativos financeiros.

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