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Pacheco troca DEM por PSD e busca pavimentar 3ª via para 2022

Presidente do Senado acerta a saída do Democratas e segue rumo ao PSD, do ex-ministro Gilberto Kassab. Expectativa é a construção de uma sólida candidatura ao Planalto

21/10/2021 às 09h39
Por: Jornalista Adilson Oliveira Fonte: CB
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Data da entrada de Pacheco no PSD não está fechada e ele não se apresentará candidato ao Planalto logo, para não sofrer desgaste - (crédito: Jefferson Rudy/Agência Senado)
Data da entrada de Pacheco no PSD não está fechada e ele não se apresentará candidato ao Planalto logo, para não sofrer desgaste - (crédito: Jefferson Rudy/Agência Senado)

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (MG) está fora do DEM e a um passo do PSD. Ele comunicou, na última terça-feira, a saída ao presidente do Democratas, ACM Neto, e já começa a traçar os planos para se tornar uma alternativa pela terceira via ao Palácio do Planalto. O movimento dele já era aguardado pelos caciques do União Brasil — novo partido que será formado pela junção do PSL com o DEM.

O ato de filiação do senador deve ocorrer na próxima quarta-feira, segundo interlocutores do presidente do PSD, Gilberto Kassab, que trabalhou intensamente para atrair Pacheco para a legenda. A expectativa dentro da legenda é que o presidente do Congresso consiga construir uma candidatura presidencial a partir de Minas, estado que representa, com a ajuda do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil — reeleito no ano passado no primeiro turno.

Mas, segundo fontes pessedistas, Pacheco não deverá assumir uma postura de enfrentamento ou crítica ao governo federal e a Jair Bolsonaro — tal como fez Kalil, que durante a pandemia fez duras críticas à condução da crise sanitária por parte do presidente da República. Para integrantes do PSD, a chegada do senador é uma oportunidade de o partido se posicionar com mais força nas próximas eleições.

“É um passo importante rumo à consolidação do PSD como partido com candidatura presidencial competitiva, mas ainda não é a definição. Não é o passo decisivo, é o passo necessário. Portanto, outros fatores devem ser levados em consideração, como o desempenho nas pesquisas, o desempenho do partido junto a outras forças políticas na questão da composição”, explicou o deputado Fábio Trad (PSD-MS).

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