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Partido formado por DEM e PSL quer ocupar a terceira via rumo ao Planalto

DEM e PSL estão a um passo de formar um novo partido, que constituirá a maior bancada na Câmara. Previsão é de que fusão seja anunciada no próximo dia 6. Ideia é lançar um candidato ao Palácio do Planalto que conquiste o eleitor cansado de polarizações

01/10/2021 às 10h56
Por: Jornalista Adilson Oliveira Fonte: CB
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Em um evento em Valença (BA), o presidente do DEM, ACM Neto, justificou que a escolha se deve ao fato de que a
Em um evento em Valença (BA), o presidente do DEM, ACM Neto, justificou que a escolha se deve ao fato de que a "população quer um país unido" - (crédito: Valter Pontes/SECOM)

O novo partido formado pela união de DEM e PSL já tem nome e número: se chamará União Brasil e será identificado pelo número 44 nas eleições. A legenda será a maior no Congresso, com 81 deputados e sete senadores. As negociações pela fusão do partido já estão avançadas e, segundo fontes do DEM, espera-se que a oficialização seja feita no próximo dia 6, nas convenções nacionais de ambas as legendas — resta apenas o aval do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que deve vir em até quatro meses.

Em um evento em Valença (BA), ontem, o presidente do DEM, ACM Neto, justificou que a escolha se deve ao fato de que a “população quer um país unido”, com respeito às diferenças e convivência pacífica de diversas ideologias. Para ele, o movimento servirá para “trazer uma nova mensagem ao país”.

“Hoje, enxergamos que a grande maioria dos brasileiros que não se identifica com esse quadro de polarização quer que deixemos de lado as brigas, os tensionamentos, os radicalismos e os extremos. O povo quer um país unido”, ressaltou ACM.

Com a fusão, o ex-prefeito de Salvador disse que o principal objetivo do novo partido é ter um candidato próprio para 2022. A tendência, segundo líderes do DEM, é de que esse candidato seja alguém que já faz parte dos quadros de uma das legendas. Os favoritos, até o momento, são o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS); o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG); e o apresentador José Luiz Datena (PSL-SP) – que tem feito críticas a Mandetta.

Pacheco, que tem tentado se mostrar como a voz da moderação no Congresso, tinha destino definido: o PSD de Gilberto Kassab. Com a fusão, há a possibilidade de que ele permaneça no União Brasil, pois votou a favor da fusão com o PSL na reunião da Executiva Nacional.

O partido também planeja eleger o máximo de governadores possível. ACM disse que a sigla pretende lançar pelo menos 10 candidaturas aos governos estaduais, em 2022. Já no Congresso, a ideia é que a legenda amplie a influência. Para o líder do DEM na Câmara, Efraim Filho (PB), o movimento é inteligente do ponto de vista político. Ele revela que o nome e o número foram escolhidos com base em pesquisas qualitativas, para gerar identificação nos eleitores.

O parlamentar minimizou resistências dentro do partido e disse que tudo tem sido resolvido na base da conversa. “Tem sido à base do diálogo, do convencimento, mostrando que é um projeto de país importante. A gente contou com a compreensão da nossa bancada federal, em especial da executiva do partido. A compreensão tem sido positiva, e as resistências foram superadas”, disse ao Correio.

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