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Geral SEGURANÇA NO AGRO

Mato Grosso do Sul terá delegacia especializada de combate à crimes rurais

Objetivo é garantir segurança ao agronegócio, que tem sido responsável por alavancar economia na pandemia

28/04/2021 10h46 Atualizada há 2 semanas
Por: Jornalista Adilson Oliveira Fonte: Correio do Estado
Furto de gado é um dos crimes a ser combatido - Foto: Arquivo / Correio do Estado
Furto de gado é um dos crimes a ser combatido - Foto: Arquivo / Correio do Estado

O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), criou a Delegacia Especializada de Combate a Crimes Rurais e Abigeato (Deleagro), que era esperada há vários anos pelos ruralistas do Estado.

Decreto com a criação a nova delegacia na estrutura organizacional da Polícia Civil foi publicado nesta quarta-feira (28) no Diário Oficial.

 O objetivo é garantir maior segurança ao setor da agropecuária, que, durante a crise econômica gerada pela pandemia, tem sido responsável pelos superávits alcançados pelo Estado.

  • reprimir e exercer as atividades de polícia judiciária e de investigação criminal dos crimes patrimoniais relacionados a animais domesticáveis de produção, especialmente o abigeato e demais crimes patrimoniais relacionados à atividade rural, especialmente os que tenham por objeto material a subtração de insumos, defensivos e maquinários agrícolas;
  • atuar nos delitos decorrentes de conflitos agrários, nos quais haja violência, em cooperação com demais instituições e órgãos, ressalvada a competência federal;
  • prestar apoio às demais unidades policiais na apuração dos delitos contra o agronegócio, desde que tal apoio tenha sido por estas solicitado;
  • coordenar, orientar, prevenir e exercer, com apoio das Delegacias Municipais de Polícia, ações permanentes para o combate aos delitos relacionados à atividade rural;
  • identificar e monitorar associações criminosas especializadas em crimes relacionados à atividade rural;
  • centralizar e difundir dados, denúncias e estatísticas sobre crimes rurais;
  • promover parcerias.

A Delegacia também deve promover parcerias com órgãos relacionados ao agro, especialmente a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) e com entidades voltadas à Defesa Sanitária, Animal e Vegetal, além de cooperativas, produtores e trabalhadores rurais.

Mapear as estradas e as propriedades rurais por meio de georeferenciamento, para fins de análise criminal e de formulação de políticas eficazes no combate aos delitos rurais também estão entre as atribuições.

No decreto, são considerados como crimes de abigeato de maior repercussão os de autoria desconhecida, em quantidade superior a 50 cabeças de animais, e demais delitos relacionados à atividade rural, cujos objetos materiais subtraídos tenham valores superiores a 2 mil Unidades Fiscais Estaduais de Referência de Mato Grosso do Sul (Uferms), na data do fato.

“A delegacia especializada terá uma relação mais próxima com o produtor, tanto na prevenção como como combate ostensivo a este tipo de crime, para dar mais segurança ao agronegócio”, afirmou o governador Reinaldo Azambuja.

 Setor comemora

Produtores rurais do Estado veem como positiva a criação de uma delegacia especializada em crimes rurais, pois era uma demanda do setor há décadas.

O presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul), Jonatan Barbosa, afirma que uma especializada irá contribuir para o combate aos crimes no campo.

“As forças de segurança já realizam um trabalho efetivo no setor, diminuindo os casos de abigeato com repressão a estes furtos e sempre estando em contato com os produtores, agora o Governo do Estado garante mais segurança ao setor produtivo, dando mais agilidade no combate a estes crimes”, avaliou.

A agilidade e eficiência na resolução de crimes também é destacada pelo presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Maurício Saito. 

"É de suma importância para o setor agropecuário, uma vez que representa mais segurança e tranquilidade às pessoas que vivem e trabalham no campo”, disse.

Saito acrescentou que há determinados períodos do ano em que há fluxo e volume intenso de insumo e animais, nas estradas e nas propriedades rurais, sendo necessário uma segurança maior.

Para o presidente do Sindicato Rural de Corumbá, Luciano Leite, a medida atende a uma das principais reivindicações dos produtores da planície pantaneira, que é o combate preventivo e sistemático ao furto e receptação de gado, que tem causado grandes prejuízos econômicos e insegurança na região.

“Com esse decreto, os produtores se sentem mais aliviados, pois o abigeato é um problema sério, temos uma região muito extensa e somente o apoio da Polícia Ambiental, que tem nos ajudado, não é possível combater esse tipo de crime”, disse Leite.

Até então, os crimes rurais eram investigados pela Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras).

“Agora [pecuaristas e agricultores] vão dispor de uma unidade especializada para estes crimes, com atuação em todo o Estado”, disse o delegado-geral da Polícia Civil, Adriano Garcia Geraldo.

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