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Economia ECONOMIA

Mesmo com a pandemia, MS exportou R$ 3,188 bilhões a mais no ano passado

Celulose e soja foram responsáveis pelo resultado positivo no envio de produtos ao exterior

08/01/2021 09h33
Por: Jornalista Adilson Oliveira Fonte: Correio do Estado
Somadas, soja e celulose representaram 56,55% da pauta de exportações de Mato Grosso do Sul no ano passado - Divulgação
Somadas, soja e celulose representaram 56,55% da pauta de exportações de Mato Grosso do Sul no ano passado - Divulgação

Mesmo com a pandemia, Mato Grosso do Sul fechou 2020 com saldo positivo nas exportações. 

O Estado negociou US$ 5,808 bilhões nos 12 meses de 2020, 11% a mais que o total enviado ao exterior em 2019, quando foram exportados US$ 5,217 bilhões – diferença de US$ 590,497 milhões ou R$ 3,188 bilhões. 

Os principais produtos enviados ao exterior continuam sendo a celulose e a soja.  

Já as importações tiveram queda de 20%. No ano passado, o Estado comprou US$ 1,905 bilhão em produtos do mercado internacional, enquanto em 2019 foram US$ 2,403 bilhões.

O saldo da balança comercial, que é a diferença entre exportações e importações, registrou superavit de 38%. 

Em 2020, a diferença entre tudo que foi comprado do exterior e o valor das vendas ficou em US$ 3,902 bilhões, contra US$ 2,814 bilhões apurados em 2019. Os dados foram divulgados ontem pela Carta de Conjuntura elaborada pela Secretaria do Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro).

De acordo com o secretário adjunto da Semagro, Ricardo Senna, o bom desempenho das exportações sul-mato-grossenses está relacionado à desvalorização do real ante o dólar, o que torna o produto nacional mais barato nos mercados internacionais.

“Também tem a ver com os estímulos à competitividade, como o dinamismo dos portos em Porto Moutinho e Corumbá e a disponibilidade de crédito para a produção, pois aplicamos 100% dos recursos do Fundo Constitucional do Centro-Oeste [FCO] no ano passado”, avalia Senna.

Para Senna, a perspectiva é continuar no mesmo ritmo neste ano. “A perspectiva é a de que Mato Grosso do Sul mantenha esse bom desempenho, pois há previsão de que a economia mundial crescerá em torno de 4% em 2021”, pontuou.

COMMODITIES

Apesar da queda em termos de valor, a quantidade de celulose enviada ao mercado internacional aumentou. O produto foi responsável por 28,7% da pauta de exportações do Estado. 

Foram 4,538 milhões de toneladas enviadas ao exterior em 2020, ante 4,232 milhões de toneladas em 2019, aumento de 7%. Já o valor negociado apresentou queda de 15,80% – no ano passado foi negociado US$ 1,667 bilhão ante US$ 1,980 bilhão em 2019.

Segundo a Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas (Reflore-MS), em 2005, o Estado tinha aproximadamente 120 mil hectares de florestas plantadas de eucalipto e pinus. Hoje são cerca de 1.124.637 hectares.

Durante vários meses do ano passado, a soja foi protagonista da pauta de exportações do Estado. 

A commodity finalizou 2020 responsável por 27,85% de tudo o que é exportado pelo Estado. A soja em grão cresceu, tanto em termos de volume quanto em termos de valor.

Em 2019 foram 3,210 milhões de toneladas enviadas ao exterior, no ano passado foram 4,786 milhões de toneladas, aumento de 49%. Já em relação aos valores negociados, houve aumento de 43% – US$ 1,127 bilhão negociado em 2019, enquanto em 2020 foi negociado US$ 1,617 bilhão.  

O titular da Semagro, Jaime Verruck, informou ao Correio do Estado que, neste ano, “a perspectiva é muito positiva, principalmente com a expectativa de safra recorde”. 

Mato grosso do Sul deve colher 11,591 milhões de toneladas, aumento de 2,35% ante os 11,325 milhões de toneladas na safra 2019/2020.

Verruck destacou ainda que a produção de celulose também deve crescer, assim como a produção de carnes.

 “Temos uma sinalização muito clara da continuação da expansão da suinocultura, talvez em 2021 a gente cresça 40%, e na avicultura a gente poderá ter crescimento de 20%, com projetos bastante avançados, tanto na parte rural quanto na industrial”, ressalta o secretário.

Além da soja, outros produtos cresceram em termos de valores negociados: os óleos e gorduras vegetais (US$ 220 milhões a mais); o açúcar (US$ 240 milhões); e as carnes de aves (US$ 25 milhões). O volume exportado de óleo e gordura vegetal e animal saiu de 442 mil toneladas para 1,029 milhão de toneladas enviadas ao mercado internacional.

IMPORTAÇÕES

Já em relação ao que foi comprado no exterior, o Estado continua com uma pauta concentrada na importação de gás boliviano, representando 50,48% da pauta de 2020, enquanto no ano anterior o produto representou 52,63% de todas as importações. 

Na sequência, foram importados produtos químicos inorgânicos (14,3%), produtos da metalurgia de metais não ferrosos (6,69%) e tecidos (5,86%).

Quanto ao destino das exportações estaduais, a China continua liderando como o principal destino. O país asiático representou 45,46% do valor total dos envios ao exterior no ano passado. 

Os países com maior aumento na participação foram: Hong Kong (27,92%) e China (21,38%). A maior queda foi registrada no Japão, com baixa de 41,6% nas exportações em relação a 2019.

A concentração nos 10 maiores destinos das exportações passou de 73,19% a 71,98% na comparação entre o apurado em 2020 e 2019.

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