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Dia da Mulher Negra evidencia parcela mais vulnerável da sociedade

No Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, aumenta a pressão por políticas que retirem as mulheres pretas da condição de maiores vítimas da violência e da exclusão social. O desafio é unificar o país contra o preconceito racial

25/07/2020 10h25
Por: Jornalista Adilson Oliveira Fonte: CB
Projeção na cúpula da Câmara dos Deputados lembrou Marielle Franco, vereadora assassinada em 2018: violência sistemática contra as mulheres (foto: Roque de Sá/Agência Senado)
Projeção na cúpula da Câmara dos Deputados lembrou Marielle Franco, vereadora assassinada em 2018: violência sistemática contra as mulheres (foto: Roque de Sá/Agência Senado)

Professora do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas em Direitos Humanos (DEPP-DH) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Fernanda Barros fala sobre a importância de uma pauta antirracista no país no campo de políticas públicas efetivas. “É necessário que o país incorpore uma pauta antirracista”, diz. Para ela, os partidos de esquerda e centro-esquerda precisam se unir e incorporar a agenda do feminismo negro, e assegurar o cumprimento do que é previsto na Constituição.

Presidente da Comissão Nacional de Promoção da Igualdade (CNPI) da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Silvia Cerqueira afirma que aqueles que historicamente são privilegiados precisam se aliar à luta dos negros, e cita a filósofa norte-americana Angela Davis: “Não basta não ser racista, precisamos ser antirracistas”. Silvia frisa a necessidade de que mulheres negras ocupem mais e mais espaços de destaque na sociedade, por meio de políticas de inclusão e “abertura de privilégios”.

A socióloga Thaís Silva dos Santos afirma que as mulheres negras resistem “não por uma solidariedade branca, mas por uma resiliência negra”. De acordo com ela, desde 2015 fala-se muito sobre a pauta do “bem-viver” da mulher negra, que significa o direito de ficar em casa sem medo da violência doméstica, de ter atendimento no Sistema Único de Saúde, de ter um trabalho de qualidade. “É um massacre sistemático e fica difícil de fugir. Por isso a gente tem que exigir o ‘bem-viver’”, pontua.

Retrocesso

Para a professora Fernanda Barros, o Brasil vive hoje um grande retrocesso no âmbito de conquistas e frisa a necessidade de uma unificação da luta. “A gente tem que avançar enquanto sociedade igualitária, em conjunto. É preciso que a sociedade brasileira reconheça o racismo, e que essa pauta não fique segmentada só na voz das mulheres negras, mas que o Brasil reconheça essa desigualdade social e racial”, afirma.

 Em relação à violência, a situação é crítica. No crime de feminicídio, a maior parte das vítimas (66%) são mulheres negras, segundo dados do Atlas da Violência do ano passado, com dados de 2017. “Dentro da estrutura patriarcal pós-escravidão, a mulher negra é vista como uma mulher brutalizada, que aguenta todo tipo de pancada. Ao mesmo tempo, é hipersexualizada”, explica a professora. 

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